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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

- A Ordem



Prólogo

          O crepúsculo iniciava-se, e aos olhos de todos estava claro que a noite seria fechada e o prazer de ver estrelas não os contemplaria hoje. Muito distante do vilarejo, estático á beira de um precipício estava Hugo de Payens, mergulhado em seus pensamentos, ele sabia que em não muito tempo teriam mais um membro pra cumprir o que ele julgava a justiça de Cristo. Estava vestido com o seu manto branco com uma cruz vermelha de malta, seu olhar era duro e responsável como ele queria ser visto, o alfa, de uma ordem que superaria os ditos do próprio papa.
         Virtuoso ele se virou e prosseguiu em direção aos seus leões de guerra e cordeiros do lar, rudes cavaleiros no campo de batalha, monges piedosos na capela, temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para Seus amigos. No cume do monte Salomão em Jerusalém ele adentrou na mesquita de Al-Aqsa e defronte a seus amistosos e perante os olhares de admiração ele se sentou, e esperou pacientemente como lhe era de virtude a chegada do novo futuro membro da Ordem dos Templários.


02/2010

domingo, 17 de julho de 2011

- Philip Pullman disse algo?!

"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam." (Salmo 23.4)
"Durante todos os milhares de anos da história humana, só tivemos mentiras, propagandas, crueldade e hipocrisia. Está na hora de começar de novo, mas desta vez da maneira certa."

"Existem dois grandes poderes, e eles lutam desde o ínicio dos tempos. Eles disputam, arrancando dos dentes um do outro, cada progresso da vida humana, cada passo nosso no conhecimento, na sabedoria e na decência. Cada pequeno avanço na liberdade humana foi disputado ferozmente entre aqueles que querem aumentar o nosso conhecimentos para que sejamos mais sábios e mais fortes, e aqueles nos que querem obedientes, humildes e submissos."

PULLMAN, Philip. A Faca Sútil, 1 Ed., Objetiva, 2007.

terça-feira, 12 de julho de 2011

- Paint

Na frase "Nunca julgue um livro pela capa" o sujeito é: mentiroso! Basta fazer uma experiência para comprovar: ande por uma livraria e busque o que mais lhe chama a atenção e a resposta não será árdua, a arte da capa de um livro é o que vai fazer o sujeito se interessar ou não por uma obra literária. Anteriormente as capas serviam primordialmente para a proteção do livro, observe a "Bíblia Sagrada" e outros livros canônicos, em sua maioria são revestidos por capas de couro sem graça que tem o intuito de protegê-lo de agentes externos. Com o passar do tempo e a sofisticação da imagem, admitindo-a como recurso fundamental, as capas ganharam outras muitas funções.



É difícil definir apenas uma utilidade a capa, como a meramente publicitária (ainda que a indústria de massificação em vendas de livros tenha esse objetivo), a ilustração da capa de um livro faz parte da obra é por ela que tiramos a primeira impressão e temos o contato inicial com o que vamos encontrar na trama, julgá-la é o que define nossas preferências. Além disso as ilustrações auxiliam na compreensão do livro, pois trazem uma visão mais próxima do que o autor entende pela sua obra.


As capas também intrigam os leitores que buscam terminantemente enigmas expressados nos desenhos para poder entender e desvendar o mistério ou a resolução que o livro terá. Em livros que trazem um grande segredo, vide Kate Mosse e sua obra "Labirinto", a capa é um instrumento para o aflito leitor que busca incansavelmente uma solução antes de efetuar a leitura, por que o prazer de resolver um enigma faz muito bem aos nossos cérebros.

Outro fato curioso e interessante é que algumas capas sejam distintas nos países,
porém é claro o motivo desta diferenciação, culturas diferentes motivam interesses diferentes, o que me parece muito atraente pode ser completamente aversivo a outra cultura, tornando essa diferença uma problemática necessária. O confuso é expressar em desenhos diferentes para sociedades distintas o que um mesmo autor que dizer a ambas, por isso o trabalho de um ilustrador é complexo, é preciso que ele conheça a obra e o autor para não cometer equívocos em sua arte, además todo ilustrador interfere no texto e pode cometer enganos, sobre isso diz Ricardo Azevedo que "O ilustrador diante de um texto assim erra sempre? Erra, pois tem de transformar cenas que lidas são ricas em alternativas de significado em uma linguagem. O ilustrador tem de definir. Tomar um partido. Descer do muro das possibilidades e optar".

Devemos nos atentar que existem diversos tipos de livros desde didáticos e históricos até técnicos e romances, e para cada
um desses estilos o significado da capa é modificado em alguns pontos, os mencionados acima se referem mais precisamente a romances, novelas, ficções, adaptações e similares. É importante mencionar que como seres humanos extremamente diferentes nem todos nós seguem parâmetros pré estabelecidos, portanto podemos nem mesmo nos importar com a ilustração (por mais que eu considere essa opção sob humana ela deve existir). Em geral, apesar de capas de livros não ser um assunto rotineiro e nem frequentemente notado é irrefutável a sua importância. A capa de um livro faz parte da sua essência é por ela que fazemos interpretações, julgamentos, críticas, suposições, etc., muito mais que mero instrumento de proteção ou publicidade a capa de um livro é o que mais misterioso ele trás, pois as vezes nem mesmo o seu autor a interpreta dessa maneira.